Adoro a Erika Martins. E adorei essa música e clipe fofos.
24 set
Enquanto a água do macarrão fervia, fui cortando meia cebola em pedaços pequenos, esmaguei o alho com um desses “utensílios de cozinha próprio para tal” e cortei uns 6 ou 7 cogumelos comuns.
A água ferveu (com azeite e sal, dispensável dizer, certo?), joguei o macarrão (parafuso colorido). Noutra panela, tipo essas wock que tão na moda, mas a minha é pequena e humilde, derramei azeite – caprichado porque eu adoro – e, depois que esquentou um pouco a cebola, juntei o alho e o cogumelo. Mexi, deixei um tempo.
Abri a lata de atum e derramei na panela com a água e tudo; seguido de umas 3 colheres de requeijão. Também foram um punhado de salsinha e de cebolinha, pimenta do reino e molho inglês.
Misturei o macarrão e, já no prato, mais um fio de azeite, queijo ralado e gotas de tabasco.
…
Ana Maria Braga passaria por debaixo da mesa. O Paulo também – afinal, essa receita é um híbrido do Larica Total + restos de coisas da minha geladeira.
Dona Benta que se cuide!
(Obs: fotografar da próxima vez)
23 set
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Me ajuda a olhar!
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Eu, infelizmente, ainda nao li esse livro.
Mas vi o post no blog da Mari e quase chorei com esse trecho. Foda!
23 set
Um dia inventei na minha cabeça uma maneira pra acabar com isso. Eu ia simplesmente fingir. Isso mesmo. Vamos brincar de Poliana e de mentira. Então descobri que fingir, além de nem sempre dar certo, é chato pra caramba, cansativo demais e aumenta minha dor de cabeça. Acho que o mundo não está preparado para o meu “eu-seguro”.
Queria escrever tão rápido e legível quanto penso. Se bem que não sei se meus pensamentos são tão legíveis assim.
23 set
Minha cabeça dói. Nas laterais, meio acima das orelhas. Eu não tenho enxaqueca, mas vira e mexe aparece uma dor em algum canto estranho da minha cabeça. Acho que é normal, todo mundo sente mas ninguém fala. E vai embora com a mesma rapidez.
Meu numero finalmente apareceu no telão. Apesar de ter ainda umas 12 pessoas na frente, já deu um alivio. É demorado, mas achei que fosse mais. Tô preocupado porque não tenho meu visto antigo. Nem cópia. Quando renovei o passaporte, não me deixaram ficar com o velho. Fiquei chateado. Bastante. Tem uma parte das viagens da minha vida registrada lá. O mais frustrante é que são viagens que fiz adulto. Ou quase adulto. Queria ter podido guardar. Recordação, lembrança, pedaços da minha vida. Ta quase na minha vez. Fato é: assim que conseguir o visto, vou direto pra loja do xerox. E quando voltar de qualquer viagem, mesmo passeio. Terei um passaporte de xerox para relembrar os futuros momentos importantes que me esperam. Ta perto da minha vez. Tenho que ficar de olho pra não perder meu número. To curioso e ansioso. E ficando com fome. Queria ir no guichê 15. A moça parece animada. Típico gringo que bebe caipirinha no almoço. Tem bastante gente séria atrás daqueles vidros, alguns bem sisudos e assustadores inclusive. Empacou. Faltam dois números para o meu e empacou. Se eu fosse o próximo numero estaria bem mais ansioso.
22 set
“… Eu me desnudo emocionalmente quando confesso minha carência – que estarei perdido sem você, que não sou necessariamente a pessoa independente que tentei aparentar. Na verdade, não passo de um fraco, cuja noção dos rumos ou do significado da vida é muito restrita. Quando choro e lhe conto coisas que, confio, serão mantidas em segredo, coisas que me levarão à destruição, caso terceiros tomem conhecimento delas, quando vou a festas e não me entrego ao jogo da sedução porque reconheço que só você me interessa, estou me privando de uma ilusão há muito acalentada de invulnerabilidade. Me torno indefeso e confiante como a pessoa no truque circense, presa a uma prancha sobre a qual um atirador de facas exercita sua perícia e as lâminas que eu mesmo forneci passam a poucos centímetros da minha pele. Eu permito que você assista a minha humilhação, insegurança e tropeços. Exponho minha falta de amor-próprio, me tornando, dessa forma, incapaz de convencer você (seria realmente necessário?) a mudar de atitude. Sou fraco quando exibo meu rosto apavorado na madrugada, ansioso ante a existência, esquecido das filosofias otimistas e entusiasmadas que recitei durante o jantar. Aprendi a aceitar o enorme risco de que, embora eu não seja uma pessoa atraente e confiante, embora você tenha a seu dispor um catálogo vasto de meus medos e fobias, você pode, mesmo assim, me amar…”
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Meu trecho predileto de livro!
Site do escritor: Alain de Botton
22 set
Estava fora de cogitação largar aquelas latas de cerveja na geladeira dele. Paguei um preço bem acima do normal e sobraram muitas. E eu queria beber mais. Tava sem sono e sozinha em casa.
Entramos no carro dele e, antes mesmo de dar a partida, já fui dizendo que ia com ele tomar algumas saideiras.
Ele nunca foi feio. Longe disso. O garoto chamava minha atenção desde quando nos conhecemos. Mas ele andava mais bonito do que nunca. E aquele sotaque… É muita covardia eles virem com esse sotaque irresistível.
Entramos. Ele ligou o som, acendemos um baseado e brindamos com algumas latas deliciosamente geladas. Conversamos sobre a noite, a festa que tínhamos ido, as músicas que estávamos ouvindo até que a conversa começou a morrer. Uns dois minutos de silêncio foram suficientes.
Então eu peguei minhas coisas e fui embora correndo.
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Quando ela entrou no carro e disse que ia beber mais uma cerveja em casa, eu já sabia.
Passei a noite toda frustrado. Tinha me dado mal com aquela guria novinha que grudou em mim e na hora H, arregou.
Entramos, coloquei um som, acendi um baseado e dei uma cerveja pra ela. Conversamos um pouco.
Ela é linda. Por que nunca ficamos juntos?
Na primeira respirada mais profunda dela, eu resolvi esse assunto.